sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Sobre o Colecionador de cheiros de nucas femininas

Era 2010 ou 2011, meu pico de criatividade na escrita. Peguei o ônibus pra ir a universidade e a ideia surgiu no caminho entre a 215 Norte e a UnB. Mais tarde, em casa, escrevi em uma lapada só. Daí engavetei o conto, não escrevi nada mais tão elaborado, comecei a me expressar artisticamente de outras formas. Pula pra 2020, auge da pandemia, tava numas de fazer arte sequencial e aí procurando enredo pra um zine, ressuscitei  O Colecionador. Agora, outro salto temporal pra 2023, quando eu e Ana Clara, na procura de produzir e ganhar uma graninha, resolvemos dar a cara à tapa e submeter a ideia do conto pra virar uma adaptação audiovisual. O fomento veio. Chegamos à atual linha do tempo, filme pronto, orgulho danado, estréia amanhã. 

Queria falar de ter trabalhado com Ana Clara, ambas dirgindo o filme. Alguém comentou durante o setting como essa relação de co-direção pode ser difícil, mas estivemos alinhadas o tempo todo, até nas nossas diferenças. Quero mencionar a equipe também, pessoas maravilhosas de trabalhar, caí de paraquedas pra dirigir meu primeiro filme e comecei com os tops. Preciso chamar atenção pro fato de termos sido uns 70% mulheres realizando o filme. Se considerarmos a direção, câmera, direção de produção, direção de arte e fotografia, essa porcentagem sobe pra 100%.

Last but not least, O Colecionador é sobre Tempo. Tempo de plantar, tempo de colher. É também sobre acreditar no que você faz, por mais que isso soe meio brega (pra quem tem autoestima elevada). 

Ali em 2010/2011, eu jamais imaginaria...

Poster lindo feito por Nana e foto de Caio Fernandes






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