sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

então foi Natal

era Natal de 2017 e eu estava trocando algumas fotos com meu amigo Matthias sobre como eram as comemorações em nossos lares. ele me mandou a foto de uma mesa com um tabuleiro de jogo, cheio de caneca, uma foto muito aconchegante. cozy, um cenário que eu gostaria de estar. mais uma vez vou fazer um pulo temporal, pra dizer que no Natal de 2024 eu realmente participei desse cenário. joguei e bebi chá com meu namorado e seus familiares, que me acolheram como membro da família e são muito queridos. realmente cozy ao ponto de estar em Berlin e não ter vontade de sair de casa.


sábado, 21 de dezembro de 2024

sobre fazer seu trabalho

 passei mais de um mês frequentando uma biblioteca para fazer pesquisa pra nova peça do teatro, e a bibliotecária foi muito solícita, uma querida, de uma prestatividade nunca vista. sempre deixei minha gratidão muito evidente, ao que ela me respondia: "estou apenas fazendo meu trabalho".


como boa brasileira eu quis presenteá-la com uma galinha (metafórica) como forma gesto final de agradecimento, mas me contive, pensando nas diferenças culturais. resolvi então escrever um e-mail pra ela, falando que a pesquisa havia sido concluída, agradecendo a ajuda e desejando boas festas. não tive resposta




sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Sobre o Colecionador de cheiros de nucas femininas

Era 2010 ou 2011, meu pico de criatividade na escrita. Peguei o ônibus pra ir a universidade e a ideia surgiu no caminho entre a 215 Norte e a UnB. Mais tarde, em casa, escrevi em uma lapada só. Daí engavetei o conto, não escrevi nada mais tão elaborado, comecei a me expressar artisticamente de outras formas. Pula pra 2020, auge da pandemia, tava numas de fazer arte sequencial e aí procurando enredo pra um zine, ressuscitei  O Colecionador. Agora, outro salto temporal pra 2023, quando eu e Ana Clara, na procura de produzir e ganhar uma graninha, resolvemos dar a cara à tapa e submeter a ideia do conto pra virar uma adaptação audiovisual. O fomento veio. Chegamos à atual linha do tempo, filme pronto, orgulho danado, estréia amanhã. 

Queria falar de ter trabalhado com Ana Clara, ambas dirgindo o filme. Alguém comentou durante o setting como essa relação de co-direção pode ser difícil, mas estivemos alinhadas o tempo todo, até nas nossas diferenças. Quero mencionar a equipe também, pessoas maravilhosas de trabalhar, caí de paraquedas pra dirigir meu primeiro filme e comecei com os tops. Preciso chamar atenção pro fato de termos sido uns 70% mulheres realizando o filme. Se considerarmos a direção, câmera, direção de produção, direção de arte e fotografia, essa porcentagem sobe pra 100%.

Last but not least, O Colecionador é sobre Tempo. Tempo de plantar, tempo de colher. É também sobre acreditar no que você faz, por mais que isso soe meio brega (pra quem tem autoestima elevada). 

Ali em 2010/2011, eu jamais imaginaria...

Poster lindo feito por Nana e foto de Caio Fernandes






terça-feira, 26 de novembro de 2024

clubinho do nada e um pouco de pessimismo

por causa dos insights que tive em 2023, 2024 acabou virando um ano que eu estava completamente sem paciência pra o jeito de ser campinense, isso inlcuindo os círculos que eu frequentava. acabou que minha casa, a academia e o clubinho do nada eram os locais que pra mim faziam algum sentido estar presencialmente. 


o clubinho do nada foi uma ideia comum entre eu, ana e arthur. depois chegou romeu, que se agregou muito organicamente à nossa dinâmica. nós quatro temos nossas questões e modos de funcionar. e por isso nos entendemos muito bem. uma dessas características é precisarmos de momentos de introversão, característica essa o que não nos faz movimentadores culturais nos termos que a sociedade está acostumada. mas o clubinho movimenta, ou pelo menos tenta, culturalmente campina grande. quando uso o verbo "tentar" não é por carência de boas proposta, não. o maior impecilho é a mentalidade campinense, e isso também inclui as pessoas do meio mais alternativo. vou deixar pra algum sociólogo explicar o fenômeno, mas um fato é que tou com quase 40 anos, e pelo menos há 25 eu escuto "campina tá (ou tava) precisando disso (mais cultura, mais possibilidades, mais DIVERSIDADE). depois de mais de duas décadas ouvindo exatamente a MESMA FRASE, acabei caindo no pessimismo. campina tem jeito? eu vi muitos estabelecimentos com propostas diferentes nascerem e morrerem e eu me preocupo com o futuro do clubinho, apesar de não ser mais um corpo que ocupa aquele espaço. estamos precisando de verba pra deixar o local mais confortável pras pessoas o frequentarem. temos mais de 1000 seguidores. se cada pessoa doasse 1 real já daria pra resolver algumas questões estruturais. se doassem 2 reais, putz, aí nem se fala. mas não, o pessoal tá querendo pagar sei lá quanto pra ficar na fila do burguiff.


você une a administração da cidade com a mentalidade de algumas várias camadas da sociedade campinense e recortes da população e aí temos uma terra árida que sufoca ideias e suas execuções. 


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

soltinho10

 esfriou de verdade e tivemos a primeira neve. não consigo servir cunty, e tive que abdicar do casaco maravilhoso de Opa Willi e comprar daqueles que isolam e são à prova de água. a diferença no conforto é gritante. parece que tou no útero da minha mãe mas andando na rua aos 2 graus celsius

terça-feira, 19 de novembro de 2024

soltinho9

hoje foi um dia que eu consegui falar alemão no trabalho de uma forma que considero satisfatória. registrar as pequenas conquistas

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

soltinho8

 acho que fiquei mais emocionada quando a mãe do meu amado me convidou pra entrar no grupo de mensagem instântanea família do que quando ele me propôs morarmos juntos