terça-feira, 26 de novembro de 2024

clubinho do nada e um pouco de pessimismo

por causa dos insights que tive em 2023, 2024 acabou virando um ano que eu estava completamente sem paciência pra o jeito de ser campinense, isso inlcuindo os círculos que eu frequentava. acabou que minha casa, a academia e o clubinho do nada eram os locais que pra mim faziam algum sentido estar presencialmente. 


o clubinho do nada foi uma ideia comum entre eu, ana e arthur. depois chegou romeu, que se agregou muito organicamente à nossa dinâmica. nós quatro temos nossas questões e modos de funcionar. e por isso nos entendemos muito bem. uma dessas características é precisarmos de momentos de introversão, característica essa o que não nos faz movimentadores culturais nos termos que a sociedade está acostumada. mas o clubinho movimenta, ou pelo menos tenta, culturalmente campina grande. quando uso o verbo "tentar" não é por carência de boas proposta, não. o maior impecilho é a mentalidade campinense, e isso também inclui as pessoas do meio mais alternativo. vou deixar pra algum sociólogo explicar o fenômeno, mas um fato é que tou com quase 40 anos, e pelo menos há 25 eu escuto "campina tá (ou tava) precisando disso (mais cultura, mais possibilidades, mais DIVERSIDADE). depois de mais de duas décadas ouvindo exatamente a MESMA FRASE, acabei caindo no pessimismo. campina tem jeito? eu vi muitos estabelecimentos com propostas diferentes nascerem e morrerem e eu me preocupo com o futuro do clubinho, apesar de não ser mais um corpo que ocupa aquele espaço. estamos precisando de verba pra deixar o local mais confortável pras pessoas o frequentarem. temos mais de 1000 seguidores. se cada pessoa doasse 1 real já daria pra resolver algumas questões estruturais. se doassem 2 reais, putz, aí nem se fala. mas não, o pessoal tá querendo pagar sei lá quanto pra ficar na fila do burguiff.


você une a administração da cidade com a mentalidade de algumas várias camadas da sociedade campinense e recortes da população e aí temos uma terra árida que sufoca ideias e suas execuções. 


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

soltinho10

 esfriou de verdade e tivemos a primeira neve. não consigo servir cunty, e tive que abdicar do casaco maravilhoso de Opa Willi e comprar daqueles que isolam e são à prova de água. a diferença no conforto é gritante. parece que tou no útero da minha mãe mas andando na rua aos 2 graus celsius

terça-feira, 19 de novembro de 2024

soltinho9

hoje foi um dia que eu consegui falar alemão no trabalho de uma forma que considero satisfatória. registrar as pequenas conquistas

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

soltinho8

 acho que fiquei mais emocionada quando a mãe do meu amado me convidou pra entrar no grupo de mensagem instântanea família do que quando ele me propôs morarmos juntos

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

soltinho7

 uma das minhas maiores dificuldades aqui na Alemanha é diferenciar quando uma roupa está apenas fria ou úmida/molhada

domingo, 3 de novembro de 2024

Kritzel Café e ser no mundo

 nunca foi muito fácil pra mim ser uma pessoa no mundo. dito assim, parece coisa de adolescente revoltado (que eu fui!), mas posso provar que não tou bancando a poser.

eu simplesmente não consegui me adaptar na minha primeira escola, ao ponto da minha mãe precisar me mudar de colégio. colégios sempre foram instituições intimidadoras pra mim, na verdade. as pessoas muito padronizadas e eu ali me sentindo um alien, por causa de tudo que eu carregava comigo: meus rosto, meu cabelo, meus gostos. acho que o primeiríssimo lugar que eu me senti "normal" (perdão pelo uso dessa palavra), foi na universidade. e puxa, eu já estava com 18 anos. isso molda seu caráter. a gente sempre quer pertencer, por mais introvertido ou estranho ou bizarro que sejamos. enfim, tudo isso pra dizer fiquei sabendo que dia 21 de outubro iria ter um evento chamado Kritzel Café, que consiste basicamente em reunir desenhistas e outros fazedores de arte pra simplesmente denhas e fazer arte. era só chegar. me empurrei pra ir. cheguei lá, dei boa noite e sentei no meu cantinho. até que uma garota começou a puxar assunto comigo e de repente todes estavam perguntando coisas pra mim (ohhh, quando você diz que é do Brasil). fui muito bem acolhida, me senti em casa, a galera é bem minha txurma mesmo (os nerds artísticos) e eu senti que posso pertencer a este pequeno grupo, todas as terceiras segundas-feiras do mês. definitivamente um lugar bom pra existir no mundo. ((a cereja do bolo foi uma querida ter comprado uma ilustração minha por um valor acima do que eu havia colocado.))


ilustração que fiz durante o evento