por causa dos insights que tive em 2023, 2024 acabou virando um ano que eu estava completamente sem paciência pra o jeito de ser campinense, isso inlcuindo os círculos que eu frequentava. acabou que minha casa, a academia e o clubinho do nada eram os locais que pra mim faziam algum sentido estar presencialmente.
o clubinho do nada foi uma ideia comum entre eu, ana e arthur. depois chegou romeu, que se agregou muito organicamente à nossa dinâmica. nós quatro temos nossas questões e modos de funcionar. e por isso nos entendemos muito bem. uma dessas características é precisarmos de momentos de introversão, característica essa o que não nos faz movimentadores culturais nos termos que a sociedade está acostumada. mas o clubinho movimenta, ou pelo menos tenta, culturalmente campina grande. quando uso o verbo "tentar" não é por carência de boas proposta, não. o maior impecilho é a mentalidade campinense, e isso também inclui as pessoas do meio mais alternativo. vou deixar pra algum sociólogo explicar o fenômeno, mas um fato é que tou com quase 40 anos, e pelo menos há 25 eu escuto "campina tá (ou tava) precisando disso (mais cultura, mais possibilidades, mais DIVERSIDADE). depois de mais de duas décadas ouvindo exatamente a MESMA FRASE, acabei caindo no pessimismo. campina tem jeito? eu vi muitos estabelecimentos com propostas diferentes nascerem e morrerem e eu me preocupo com o futuro do clubinho, apesar de não ser mais um corpo que ocupa aquele espaço. estamos precisando de verba pra deixar o local mais confortável pras pessoas o frequentarem. temos mais de 1000 seguidores. se cada pessoa doasse 1 real já daria pra resolver algumas questões estruturais. se doassem 2 reais, putz, aí nem se fala. mas não, o pessoal tá querendo pagar sei lá quanto pra ficar na fila do burguiff.
você une a administração da cidade com a mentalidade de algumas várias camadas da sociedade campinense e recortes da população e aí temos uma terra árida que sufoca ideias e suas execuções.
