domingo, 3 de novembro de 2024

Kritzel Café e ser no mundo

 nunca foi muito fácil pra mim ser uma pessoa no mundo. dito assim, parece coisa de adolescente revoltado (que eu fui!), mas posso provar que não tou bancando a poser.

eu simplesmente não consegui me adaptar na minha primeira escola, ao ponto da minha mãe precisar me mudar de colégio. colégios sempre foram instituições intimidadoras pra mim, na verdade. as pessoas muito padronizadas e eu ali me sentindo um alien, por causa de tudo que eu carregava comigo: meus rosto, meu cabelo, meus gostos. acho que o primeiríssimo lugar que eu me senti "normal" (perdão pelo uso dessa palavra), foi na universidade. e puxa, eu já estava com 18 anos. isso molda seu caráter. a gente sempre quer pertencer, por mais introvertido ou estranho ou bizarro que sejamos. enfim, tudo isso pra dizer fiquei sabendo que dia 21 de outubro iria ter um evento chamado Kritzel Café, que consiste basicamente em reunir desenhistas e outros fazedores de arte pra simplesmente denhas e fazer arte. era só chegar. me empurrei pra ir. cheguei lá, dei boa noite e sentei no meu cantinho. até que uma garota começou a puxar assunto comigo e de repente todes estavam perguntando coisas pra mim (ohhh, quando você diz que é do Brasil). fui muito bem acolhida, me senti em casa, a galera é bem minha txurma mesmo (os nerds artísticos) e eu senti que posso pertencer a este pequeno grupo, todas as terceiras segundas-feiras do mês. definitivamente um lugar bom pra existir no mundo. ((a cereja do bolo foi uma querida ter comprado uma ilustração minha por um valor acima do que eu havia colocado.))


ilustração que fiz durante o evento


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